Bete Aguirre

O Blog da Bete!
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O sorriso do coração

julho1

Bom, existe uma história mais tocante ainda que aconteceu de fato com o criador do ‘Pequeno Príncipe’, o escritor francês Antoine de St. Exupéry.

Poucas pessoas sabem que ele lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado pelo inimigo e levado ao cárcere para ser executado no dia seguinte.

Nervoso, ele procurou em sua bolsa um cigarro, e achou um, mas suas mãos estavam tremendo tanto que ele não podia nem mesmo levá-lo à boca.

Procurou fósforos, mas não tinha, porque os soldados haviam tirado todos os fósforos de sua bolsa. Ele olhou então para o carcereiro e disse: ‘Por favor, usted tiene fosforo?’.
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O lápis

junho30

 

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?
E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
… – Estou escrevendo sobre você, é verdade.

Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
-Tudo depende do modo como você olha as coisas.

Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
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Clarice Lispector

junho30

 

O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.

… O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.

Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.

O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.

Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.

Clarice Lispector

TAGORE

junho30

Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço era alegria.

Tagore

Serenidade…

junho29

O Sono das Águas (LINDO!!!)

junho27

Há uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme. Todas as águas dormem: no rio, na lagoa,no açude, no brejão, nos olhos d’água, nos grotões fundos.

E quem ficar acordado, na barranca, a noite inteira, há de ouvir a cachoeira parar a queda e o choro, que a água foi dormir…

Águas claras, barrentas, sonolentas, todas vão cochilar. Dormem gotas, caudais, seivas das plantas, fios brancos, torrentes.

O orvalho sonha nas placas da folhagem. E adormece até a água fervida, nos copos de cabeceira dos agonizantes…

Mas nem todas dormem, nessa hora de torpor líquido e inocente. Muitos hão de estar vigiando, e chorando, a noite toda, porque a água dos olhos nunca tem sono…
Guimarães Rosa

Um Meio ou uma Desculpa….

junho26

Colorindo…

junho26

Viver com prazer, mas não viver em função dele.

junho25
Ser justo, mas com amor.
Amar, mas sem aprisionar.
Amparar, mas sem fazer pelo outro o que ele deve fazer por si mesmo.
Ajudar, mas sem tirar do outro o direito de escolher seu próprio caminho.

… Perdoar, mas sem ser conivente com o mal.
Esquecer o mal, mas sem ser indiferente a ele.
Ser pacífico, mas não passivo diante dos acontecimentos.
Cultivar a não violência, mas sem violentar a si mesmo.

Lutar com coragem, mas aceitar a derrota como parte das experiências da vida.
Ter coragem de enfrentar os próprios limites, mas também de reconhecer as próprias fraquezas.
Servir ao dever, mas sem ser oprimido por ele e sem escravizar-se a coisa alguma.

Viver com prazer, mas não viver em função dele.

Desculpe-me, estou em construção!

junho24

Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas,
porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras
inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais
próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.
Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o
mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe.
E, assim, vamos causando transtornos.Esses tantos transtornos mostram
que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo
da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos. E, às
vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento
que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós
temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que
convivem conosco também têm de fazer.
Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.
Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa
conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.
Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os
transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros
são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada,
é preciso olhar adiante. Se nos preocupamos com o que passou, com a
poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E
será um desperdício.
O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um
banho na alma! Deixa leve! Se eu errei, se eu o magoei, se eu o
julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em
construção!

 
Autor: Gabriel Chalita
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